É sempre na hora crítica que a indecisão ganha um terreno. Essa frase costumava ressoar diferente. Hoje ela é apenas uma antiquaria de gosto duvidoso. Calar e sofrer é da mesma proporção ou pior que falar e ser humilhado? O corpo já transparece uma vontade. Todos sabem que o próximo soluço deveria ser uma palavra. O anonimato volta ao encontro de um pai não conhecido. O medo ronda. Olhares que não mais se encontram em ponto de fuga algum. Quando se encontram é porque anunciam uma morte silenciosa e gástrica. Poderia até mesmo tentar. A desistência é o que se acumula pelo caminho de acordo com as lembranças de tantos outros caminhos.
O enigma que se propõe é aquele velho batido de uma existência fora do intenso. Talvez anunciar uma palavra tal como existência seja um pouco forte demais, porém, ela tem a força de tentar enunciar a situação. Aquela velha definição cartesiana se traveste de pensamento radical no posicionamento do agora como uma embalagem nova de um produto já gasto; como colocar uma outra roupa sem quatro dias de banho; como qualquer outra metáfora que aluda uma amizade desgastada pela própria unha que cavuca no fundo da pele, entre terra, carne, pedregulho e algumas farpas e cortes que dão um novo contraste na composição - ânsia vazia, que procura no desespero algo no interior deste ponto... mas isso já ultrapassa. Volta. Como, pequena presunção, como? Num diálogo simples, que afirma que qualquer atração só vem antes de conhecer... eu nunca pude ver tamanha injustiça e incredulidade.
Mas isso faz tempo. Tanto que eu poderia dizer que nem saberia do que se trata. Estaria mentindo, é claro. Dispositivos e sensores e noites mal dormidas - quando tento evitar. Gostaria de ser um outro. Alude, como se de fato pudesse. E poderia. O que está feito está feito. As memórias se confundem. Saber e não saber os eventos agora não faz diferença. O estrago já foi realizado. Remir? Talvez... Para isso as melhores possibilidades estão entre o silêncio e o afastamento. Você está morto. Assim, liberta-se, deixa-se libertar destas imagens. Obsessão, compulsão e... responsabilidade? No final das contas, com o peso e a forma de uma tonelada de algodão cru, estava certo ao dizer que não deveria tentar o impossível. É que era tão tátil. O tempo perdido nessa luta se acumula por vários registros feitos pela mão que lamenta, toca o solo, segura o corpo. É você quem faz criar e recriar uma realidade já finita. Sim. Tudo venceu, inclusive aquela imagem que criaram de mim.
Agora encontro-me perdido em tantos sentidos que todos não caberiam aqui.
Mas isso faz tempo. Tanto que eu poderia dizer que nem saberia do que se trata. Estaria mentindo, é claro. Dispositivos e sensores e noites mal dormidas - quando tento evitar. Gostaria de ser um outro. Alude, como se de fato pudesse. E poderia. O que está feito está feito. As memórias se confundem. Saber e não saber os eventos agora não faz diferença. O estrago já foi realizado. Remir? Talvez... Para isso as melhores possibilidades estão entre o silêncio e o afastamento. Você está morto. Assim, liberta-se, deixa-se libertar destas imagens. Obsessão, compulsão e... responsabilidade? No final das contas, com o peso e a forma de uma tonelada de algodão cru, estava certo ao dizer que não deveria tentar o impossível. É que era tão tátil. O tempo perdido nessa luta se acumula por vários registros feitos pela mão que lamenta, toca o solo, segura o corpo. É você quem faz criar e recriar uma realidade já finita. Sim. Tudo venceu, inclusive aquela imagem que criaram de mim.
Agora encontro-me perdido em tantos sentidos que todos não caberiam aqui.
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