Então a surdina se fez. Calou-se e se excluiu de um mundo que achou arrogante e maldito. Arrogância, aliás, que não lhe faltava em nenhum momento. "O mundo é uma bosta", "Não gosto, não discuto", "Não ouvi, não gostei"... Como essas frases soam as piores do universo. Transparecem uma esquiva que não posso medir em uma balança ponderada pelo binômio coragem/covardia - isso seria tão horroroso quanto a enunciação de tais orações.
Só posso medir - se é que se dá pra medir alguma coisa - com a resposta a uma questão bem particular: as distinções [em sua ampla significância] podem ser os motivadores de tanto ódio, de tanta recusa, de tantas formas de te jogarem pra baixo, de te deixarem na merda; pois bem, e o que é isso que faz com que se crie uma torre de marfim para os iniciados, para os "iluminados", para esses de corações duros que não aceitam a cretinagem do mundo e se refugiam numa fortaleza de conhecimento e sabedoria, onde os afáveis e ignorantes não adentram?
Talvez repensar essas próprias noções poderiam ser uma saída, talvez... Mas que fique para recordar [mesmo que em uma situação diferente da que foi enunciada por Benjamin]: "Nunca houve um monumento da cultura que não fosse também um monumento da barbárie". Nunca houve um espaço de segurança onde o medo não existisse... e assim por diante. Ou seja, como um filme já bem disse, "you are the same decaying organic matter as everything else".
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